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Público, Dezembro 2016

07.12.16

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 O escritor José Luís Peixoto, vencedor do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, anunciado terça-feira à noite em São Paulo, Brasil, disse estar especialmente feliz por ter recebido o prémio pelo romance Galveias.

 

“Foi uma enorme realização ter um reconhecimento no Brasil por um livro com o qual tenho uma relação sentimental grande, um romance no qual falo do lugar onde nasci e tento explicar este mundo”, disse esta quarta-feira o escritor à agência Lusa, já depois do anúncio do prémio.

 

Lançado no Brasil em 2015, Galveias decorre num Portugal rural, no qual as personagens representam tipos do Alto Alentejo e se vêem envolvidos em conflitos típicos de uma sociedade do interior do país.

 

Apesar de também narrar factos extraordinários, como a queda de um meteorito, o autor disse que a história não procura fazer uma desconstrução fantástica da realidade, mas sim problematizar experiências que existem neste momento, que quase sempre escapam à percepção das pessoas que vivem nos grandes centros urbanos de Portugal e até mesmo do Brasil.

 

“Portugal e o Brasil são muito diferentes do ponto de vista das dimensões, mas têm o ‘centrismo’ como um aspecto comum. Em Portugal tudo se passa em Lisboa, no Porto ou no Sul. No Brasil, nas grandes capitais. Este romance [cuja história acontece num pequeno povoado] revela que, além do mundo conhecido, existe Galveias, um lugar que é Portugal e também faz parte da sua identidade”, explicou.

 

Sobre a natureza do prémio Oceanos, que reconhece anualmente escritores de língua portuguesa, provenientes de Portugal, Brasil e África, o escritor comenta que tem um profundo respeito pelos autores deste lugares, já que, para si, não é possível escrever sem “levar em consideração o grande património da literatura de língua portuguesa”.

 

Sobre o Brasil, país que costuma visitar para promover o seu trabalho e encontrar amigos, Peixoto revelou grande admiração pela obra de autores clássicos como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, e contemporâneos como Luiz Ruffato, Milton Hatoum e Bernardo de Carvalho.

 

O prémio Oceanos, que sucedeu ao antigo Portugal Telecom de literatura, é o mais recente que José Luís Peixoto junta ao seu rol. O escritor venceu o prémio José Saramago, em 2001, com o romance Nenhum Olhar, o segundo da sua carreira, que também foi incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados no Reino Unido, em 2007, e recebeu o galardão Salerno Libro d’Europa, em 2013, por Livro, entre outras distinções.

 

 

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Folha de São Paulo, Dezembro 2016

06.12.16

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O escritor português José Luiz Peixoto foi o vencedor deste ano do Prêmio Oceanos, com o romance “Galveias” (Companhia das Letras), anunciou na noite desta terça-feira (6) a organização do troféu literário.

 

No romance premiado, Peixoto usa suas memórias de infância e conta uma história passada em sua cidade natal, que tem o mesmo nome do livro, na região do Alentejo. A narrativa é disparada pela queda de um meteorito no local.

 

“É incrível estar numa cidade como São Paulo, com 16 milhões de pessoas, a falar de um lugar que tem mil pessoas. Acho importante que nossos países se conheçam por inteiro. Não posso deixar de dedicar esse prêmio a essas mil pessoas que estão em Galveias e existem, com sua dose de resistência, às dificuldades do interior de Portugal”, disse o autor.

 

Nas demais colocações, todos os livros eleitos pelo júri do Oceano são de lançamentos do Grupo Companhia das Letras.

 

“A Resistência”, de Julián Fuks, por exemplo, que havia ganhado o Prêmio Jabuti de livro de ficção do ano, ficou em segundo lugar.

 

Em terceiro, veio “O Livro das Semelhanças”, da mineira Ana Martins Marques, uma das vozes mais importantes da poesia contemporânea nacional, mas que não havia figurado entre os 14 finalistas de poesia no Prêmio Jabuti.

 

“Maracanazo e Outras Histórias”, de Arthur Dapieve, fiou em quarto.

 

O primeiro colocado receberá como prêmio R$ 100 mil; o segundo, R$ 60 mil; o terceiro, R$ 40 mil; e o quarto, R$ 30 mil. O prêmio é promovido pelo Itaú Cultural.

 

Entre os dez finalistas, estavam ainda “Escuta” (Companhia das Letras), de Eucanaã Ferraz, “Manual de Flutuação para Amadores” (7Letras), de Marcos Siscar, e “Sermões” (Iluminuras), de Nuno Ramos.

 

Também concorriam o romance “Uma Menina Perdida no seu Século à Procura do Pai” (Companhia das Letras), de Gonçalo M. Tavares; “Ainda Estou Aqui” (Alfaguara), de Marcelo Rubens Paiva; e “Jeito de Matar Lagartas”, de Antonio Carlos Viana.

 

Morto em outubro deste ano, Viana é um dos homenageados da cerimônia do Oceanos.

 

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O Globo, Dezembro 2016

06.12.16

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O romance “Galveias”, do escritor português José Luís Peixoto, foi o grande vencedor do Oceanos — Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, antigo Portugal Telecom, que desde o ano passado vem sendo viabilizado pelo Itaú Cultural. Outro romance, “A resistência”, de Julián Fuks, que acabou de ganhar o Prêmio Jabuti como Livro do Ano na categoria ficção, ficou em segundo lugar. A coletânea de poemas “O livro das semelhanças”, de Ana Martins Marques, ficou em terceiro lugar, e o escritor, jornalista e colunista do GLOBO Arthur Dapieve ficou em quarto com o livro de contos “Maracanazo e outras histórias”.

 

Várias rodadas de discussão

O anúncio dos melhores de 2015 foi feito ontem à noite, durante cerimônia de premiação no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

— Neste ano, tivemos um equilíbrio grande entre os dez finalistas, que se dividiram entre quatro romances, quatro livros de poesia e dois de contos. Prova disso foi a reunião do júri, muito difícil. Foram necessárias umas três ou quatro rodadas de discussões, e nem assim chegamos ao consenso. Tivemos que partir para votação mesmo. Mas os jurados estavam muito confortáveis porque, segundo eles, o conjunto dos finalistas era muito bom — disse Selma Caetano, criadora e curadora do prêmio em parceria com o crítico literário Manuel da Costa Pinto.

Dois romances levaram os primeiros lugares da premiação. Misto de memória e realismo fantástico, “Galveias” parte de um fiapo de história, a queda de um meteorito no vilarejo onde Peixoto nasceu, na região do Alentejo, para se desenvolver em uma narrativa que opõe tradição e modernidade. Fuks também garimpou na memória a premissa de “A resistência”, cujo narrador desconfia que seu irmão adotivo seja filho de ativistas desaparecidos no auge da ditadura argentina, em meados dos anos 1970.

Na terceira e na quarta colocações, um livro de poesia e outro de contos. Dividido em quatro partes, “O livro das semelhanças”, da mineira Ana Martins Marques, busca recuperar o mundo e as coisas por meio da palavra. “Maracanazo e outras histórias” reúne cinco contos em que Dapieve percorre diversos temas, que vão da música ao futebol, passando pelo cotidiano do Rio de Janeiro, sempre buscando o lado humano desses universos.

Com R$ 230 mil em prêmios, o Oceanos destina R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 60 mil para o segundo, R$ 40 mil para o terceiro e R$ 30 mil para o quarto colocado.

Este ano, foram inscritos 740 livros em língua portuguesa publicados no país no ano passado. Os vencedores passaram por três etapas de avaliação, a primeira com 50 semifinalistas e a segunda com 10 finalistas. O júri final, que repetiu a formação do corpo de jurados da fase semifinal, foi formado pela professora e ensaísta Beatriz Resende, pelos escritores Cristovão Tezza, José Castello e Rodrigo Lacerda, além dos poetas Heitor Ferraz Mello e Sérgio Alcides.

 

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O Estado de São Paulo, Dezembro 2016

06.12.16

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Galveias, ambientado na aldeia natal do escritor José Luís Peixoto, ganhou ontem à noite, o primeiro lugar do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, do Itaú Cultural. O romance fala sobre o choque de um país. Portugal, preso às tradições e à modernidade que assola a sociedade. Na cerimônia, Peixoto dedicou o prêmio à sua aldeia Galveias, “com seus mil habitantes que resistem (com sua cultura), assim como alguns lugares no Brasil”.

O segundo lugar ficou com A Resistência, de Julián Fuks, vencedor do Jabuti na categoria romance e como Livro do Ano de ficção. A poesia em O Livro das Semelhanças, de Ana Martins Marques, e os contos Maracanazo e Outras Histórias, de Arthur Dapieve, também foram contemplados. O escritor disse que a literatura tem sido o compromisso com as palavras e com o passado. Encerrou o discurso com "Fora, Temer" e foi muito aplaudido.

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Em seu segundo ano, o prêmio, que se chamava Portugal Telecom de Literatura e teve 14 edições, recebeu um número recorde de inscrições, 740 entre romances, poesia, contos e crônicas e dramaturgia.

A festa de premiação ocorreu no Auditório Ibirapuera e prestou uma homenagem ao escritor sergipano Antonio Carlos Viana, que antes de morrer em 10 de outubro, aos 72 anos, era um dos dez finalistas com Jeito de Matar Lagartas. O livro havia recebido o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Contos/Crônicas.

A curadoria deste ano foi feita pela idealizadora do prêmio, Selma Caetano, e pelo jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto, que dividiram a seleção dos melhores em três etapas. Na primeira, 42 jurados escolheram 50 livros que foram submetidos a outros avaliadores, que chegaram aos 10 finalistas. Um novo júri teve a difícil tarefa de chegar aos quatro livros vencedores.

O total de prêmios em dinheiro do Oceanos este ano foi de R$ 230 mil: R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 60 mil para o segundo, enquanto o terceiro e o quarto lugares receberam R$ 40 mil e R$ 30 mil, respectivamente (em valores, Oceanos só perde para o São Paulo de Literatura).

Com a divulgação dos ganhadores do Oceanos se encerra a temporada de prêmios literários, que começou em novembro do ano passado com a escolha da APCA, seguido pelo São Paulo de Literatura, do governo do Estado, o da Biblioteca Nacional e o mais tradicional do País, o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

 

 

 

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Diário de Notícias, Dezembro 2016

06.12.16

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O livro do escritor português foi considerado o melhor em língua portuguesa editado este ano no Brasil.

O romance Galveias, do escritor português José Luís Peixoto, é o vencedor do prémio literário Oceanos, organizado pelo Itaú Cultural, no Brasil, foi anunciado pelo júri.

Peixoto e os outros três autores distinguidos este ano pelo Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, os brasileiros Julián Fuks, Ana Martins Marques e Arthur Dapieve, foram escolhidos pelos curadores do galardão, a investigadora Selma Caetano, especialista na obra de Graciliano Ramos, e Manuel da Costa Pinto, jornalista e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada, pela Universidade de São Paulo. Os quatro trabalhos vencedores foram apresentados esta noite, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Peixoto recebe um prémio no valor de 100 mil reais, o que corresponde a cerca de 27 mil euros.

Para os críticos que escolheram o romance de Peixoto como o melhor livro do ano, em língua portuguesa, publicado no Brasil, a obra faz "um mergulho no Portugal profundo, rural, com uma narrativa que alinha personagens emblemáticas desse universo arcaico".

No geral, a categoria romance conquistou mais um prémio com A Resistência, do escritor Julián Fuks, que ficou em segundo lugar.

O volume de poesia O livro das semelhanças, de Ana Martins Marques, obteve o terceiro lugar, e Arthur Dapieve colocou-se como quarto vencedor, com os contos de Maracanazo e outras histórias.

Entre os dez finalistas do prémio estava o escritor português, Gonçalo M. Tavares, com o romance Uma menina está perdida no seu século à procura do pai.

Estes finalistas foram escolhidos por um júri, a partir de uma lista de 50 obras semifinalistas, provenientes de um grupo de 740 títulos concorrentes, dos diferentes géneros - poesia, romance, conto, crónica e dramaturgia. Além das obras de José Luís Peixoto e de Gonçalo M. Tavares, estavam também, entre os semifinalistas portugueses, os livros de poesia de Matilde Campilho, Jóquei, e do sociólogo Boaventura Sousa Santos, 139 epigramas para sentimentalizar pedras, e os romances Não é meia-noite quem quer, de António Lobo Antunes, e O pecado de Porto Negro, de Norberto Morais.

No ano passado, o prémio Oceanos, em primeira edição, que sucedeu ao Prémio Portugal Telecom de literatura, foi atribuído ao escritor brasileiro Silviano Santiago, de 80 anos, pelo romance "Mil Rosas Roubadas".

José Luís Peixoto nasceu em 1974, em Galveias, venceu o prémio José Saramago, em 2001, com o romance "Nenhum Olhar", o segundo da sua carreira, incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados no Reino Unido, em 2007, e recebeu o galardão Salerno Libro d'Europa, em 2013, por "Livro", entre outras distinções. O escritor estreou-se na ficção com "Morreste-me", em 2000, a que se seguiram, entre outros, "Uma Casa na Escuridão", "Cemitério de Pianos", melhor romance estrangeiro publicado em Espanha, em 2007, e "Em Teu Ventre". As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina, em França, Impac Dublin, Irlanda, e o antigo Portugal Telecom, Portugal/Brasil. Em 2012, José Luís Peixoto publicou "Dentro do Segredo, uma viagem na Coreia do Norte", primeira incursão na literatura de viagens.

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