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Estado de S. Paulo, Agosto 2017

02.09.17

Livro de José Luís Peixoto evoca a poesia que vem do inconsciente

 

Escritor português lança no Brasil 'A Criança em Ruínas', pela editora Dublinense

 

José Castello*, Colaboração para o Estado

 

Há mais de meio século, Vinicius de Moraes já nos alertava que a poesia não está nas palavras, mas na vida. Na era das mentes turbinadas e do culto à adrenalina, nada melhor do que retornar à lentidão das pequenas coisas e a, partir delas – muito além dos livros –, procurar a poesia. Parece simples, talvez redutor, e até ingênuo, mas não é fácil. Os que preferem ver a poesia como artifício e jogo, como uma tarefa de especialistas, na verdade se esquivam do assombro que ela desvela. Evitam, assim, o que eles mesmos dizem cultuar.

 

Temas antigos, mas sempre futuristas, como o amor, a liberdade e a morte, persistem nos livros de poesia que realmente importam. Agora mesmo leio A Criança em Ruínas, do português José Luís Peixoto. Nele encontro, mais uma vez, uma poesia que não se contenta com a exibição intelectual. Que deseja ultrapassá-la, cavar fundo sob o manto de letras, para chegar aos fundamentos de sua própria voz. Em tempos tão fúteis, este parece ser um trabalho sem sentido. Buscar sentido – isso hoje não faz mais sentido; interessa apenas produzir efeitos. De modo que os poetas parecem seres em fuga, quando é bem ao contrário: se você olhar a paisagem na direção correta, verá o quanto, na verdade, eles nos ultrapassam.

 

Poetas como Peixoto escrevem com a consciência de que, a cada palavra, têm menos nas mãos. “Sou um erro propositado e sou erro/ maior por isso”, ele nos diz. A cada verso escrito, é todo um mundo que fica para trás. A questão, portanto, não é deter-se nas palavras, não é “enfeitá-las” com o recurso do artifício ou da novidade: mas perfurá-las para examinar o que detrás delas se esconde. Aqui o verdadeiro poeta se arruína: ao escrever, ele destrói aquilo mesmo que escreve. “Sou a erosão de mim próprio”, diz Peixoto, ciente de que escrever, muito mais do que um exercício de inteligência ou de mestria, é perder-se de vista. Ao escrever, o poeta se exclui, deixando as palavras como restos de seu esforço.

 

Não devemos – como fazem os novos poetas esnobes, com seus óculos da moda e sua mente intoxicada de citações – nos deter na fulguração da letra. O esnobismo é isso: afetação, busca da superioridade, e também um desejo escondido de vingança contra aqueles que apenas fazem. “A letra p não é a primeira letra da palavra poema”, nos alerta Peixoto em sua Arte Poética. “O poema é esculpido de sentidos e essa é a sua forma.” Algumas linhas à frente, ele esclarece ainda melhor: “O poema é quando eu não conhecia a palavra poema.” Anterior à própria letra, o poema é a ruína do poeta.

 

Mas aceitar isso – que a poesia se antecipa ao poema – é aceitar, ao mesmo tempo, a presença de elementos fugidios e não domesticáveis, como a intuição, o recolhimento e o silêncio. Admitir que o poema só se faz porque existe alguma coisa antes dele que o sustenta e o engendra. Os poemas “não são bibliotecas a arder de versos contados porque isso são/ bibliotecas a arder de versos contados e não é o poema”. E esclarece, em versos ainda mais escandalosos: “não é a/ raiz de uma palavra que julgamos conhecer porque só podemos/ conhecer o que possuímos e não possuímos nada.”

 

Aceitar, portanto, não só a limitação atroz que nos constitui, mas a corrosão persistente que compõe a vida. Aceitar que quanto mais falamos – quanto mais escrevemos – menos nós sabemos. E, no entanto, é nessa perseguição do sentido, além, muito além da rede de palavras, que a poesia reside. Os esnobes, com suas teses espantosas e seus muxoxos, pouco sabem da poesia. Lembro aqui de uma observação nada consoladora de Clarice Lispector: “Mas é que o erro das pessoas inteligentes é tão mais grave: elas têm os argumentos que provam.” Ao escrever, nos mostra Peixoto, em vez de elucidar, o poeta devasta: “entre as palavras da minha voz, as minhas palavras, renasce/ um silêncio.”

 

Aqui, a própria letra se torna corrosiva e mortal. “A palavra poema existe para não ser escrita como eu existo/ para não ser escrito.” Afirma, assim, a primazia da vida sobre o poema. Para poetas como ele, a poesia sempre escapa; por mais que se escreva, está sempre em outro lugar. É como ele diz sobre o amor, em outro belo poema: “o amor é saber/ que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.” A poesia também. E por isso, toda assinatura, toda vaidade, não passam de uma fraude.

 

*José Castello é jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e escritor. Autor de 'Ribamar' (Bertrand Brasil) e 'A Literatura na Poltrona' (Record), entre outros

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 Capa do livro 'A Criança em Ruínas', de José Luís Peixoto

A Criança em Ruínas

Autor: José Luís Peixoto

Editora: Dublinense

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Hoy Día (Córdoba, Argentina),

01.09.17

Fátima

Por Miguel Koleff

 

Entender a los otros no es una tarea que comienza en los otros. El inicio siempre somos nosotros mismos (J.L. Peixoto)

 

No en vano José Luis Peixoto escoge un fragmento de Alan Badiou como epígrafe para iniciar su relato sobre un hecho antiquísimo de la historia religiosa de Portugal que se condensa en la aparición de la Virgen a tres niños pastores de la aldea de Aljutrel y que –para bien o para mal- ha nutrido por años el imaginario cultural de ese país. La cita en cuestión –“nada puede atestiguar que lo real es real, salvo el sistema de ficción en el cual representará el papel de real”- pone en un justo lugar el papel interpretativo que le cabe a la novela respecto de ese fenómeno desde que define la secuencia de hechos dentro de un paradigma de lectura que no lo impugna de antemano y que casi bordea la versión oficial de los acontecimientos proferida por la Hermana Lúcia, su única sobreviviente.

Hay un juego de decir y no decir que está implícito en Em teu ventre (En tu vientre) y que revela (de algún modo) la interdicción que pesa sobre este discurso desde que Oliveira Salazar, el dictador responsable de los 40 años de aprobio del pueblo portugués, se asumiera como un “fatimista” confeso e hiciera valer su poder fáctico como marca registrada de gestión. De allí el silenciamiento a este respecto que trajo aparejada la democracia reconstituida después de los 70 salvo una u otra mención, como la de José Saramago en El año de la muerte de Ricardo Reis (1984), en la que destaca el comercio eclesiástico con los exvotos. Fátima interpela más por el silencio creado a su alrededor que por la fe convicta a la que convoca dentro de la propia nación. Al mismo Peixoto no le sorprendió (aún en 2015) que el público se mantuviera apático durante el lanzamiento del libro ya que a pesar de que todos conocían la historia y algo tenían para aportarle, nadie osaba pronunciar una palabra a favor o en contra.

Un elemento importante para entender tantos tapujos es que, de todos los registros extrasensoriales que ha relevado la iglesia católica como parte de sus misterios numinosos, el de 1917 tiene, además de un viés místico, una connotación política difícil de encuadrar. En términos esotéricos, Fátima da cuenta, no sólo de las dos guerras mundiales sino también de la caída del muro de Berlín y el final de la Unión Soviética, por lo que puede ser analizado como símbolo paradigmático del siglo XX. Lo más discutible radica en la lógica capciosa que teje entre un comunismo demonizador y un capitalismo salvífico para enfatizar la presencia divina como intervención misericordiosa. El secreto de julio, como se le dado en llamar, es claro a este respecto: “Si atienden a mis deseos, Rusia se convertirá y habrá paz, sino ella esparcirá sus errores por el mundo, promoviendo guerras y persecuciones contra la Iglesia” (sic). En este punto yace la laguna interpretativa  de las apariciones, sobre la que la testigo ocular, con su confusión de términos escatológicos, empantana en lugar de esclarecer. Desentrañando esa cita, podríamos convenir en señalar los horrores del estalinismo a partir de los años 20 ahora que los conocemos  pero no dejaríamos de asombrarnos de una globalización injusta, desigual y violenta como la que sobrevino después. ¿Es ese el reinado de la paz prometido por la virgen, acaso, cuando el 13 de mayo se lo aseguraba a los pastores? 

Son muchas las razones para desconfiar del único testimonio que pone en marcha el derrotero de Fátima como institución y monumento, al decir de Foucault. Pero su emergencia, su disponibilidad heurística hace que siga en pie y que no se instale una sospecha completa sobre su significado. Finalmente, el “aparecer político” (si le creemos a Didi-Huberman) es “una aparición de diferencias” que se podría mensurar de otra manera si se hiciera por fuera de la iglesia y recabando el archivo todavía asequible. Una revisión de los contenidos de percepción a la luz de la categoría “montaje” y en plena era de la reproductibilidad técnica, no sería nada desdeñable por ejemplo. 

La novela se escalona en seis capítulos que coinciden con los seis encuentros de 1917 manteniendo el recorrido cronológico con fidelidad, esto es, desde el mes de mayo al mes de octubre en el que se manifiesta el milagro que le dio popularidad, el del sol girando sobre su eje. Asume a Lúcia como personaje principal, como no podría ser de otra manera,  ya que es la única que ve, escucha y dialoga con la virgen (Jacinta puede oírla y Francisco sólo verla) pero en lugar de encarar la relación rostro a rostro, la elección escritural de Peixoto se vuelve sobre el horizonte familiar que rodea al personaje y ancla en el vínculo  con la madre -auténtica antagonista de los episodios- que no le cree una palabra y que la acusa de mentirosa. Este corrimiento de la acción externa hacia un interior fecundo,  potencia el carácter reflexivo y poético de la trama y redimensiona los motivos que la inspiran. Precisamente el eje de la relación entre rostro y máscara (para usar los términos de Badiou, antes citado) se escande del plano institucional para anidar en el de la esfera íntima como un ajuste de cuentas entre fidelidad e infamia que alcanza su paroxismo en el mes de octubre cuando María Rosa teme por la vida de los suyos (“Si el milagro anunciado no se produce, van a matarnos”, 155). Queda claro que Peixoto escoge el “más acá” como lugar de su ficción y se distancia de la mistificación popular que hizo crecer al relato como devocionario exclusivo del catolicismo conservador. Al hacerlo, repone a Fátima en un lugar más universal y le devuelve la fe al enigma que encierra.

Podemos afirmar entonces que, en sentido estricto, el acto de las apariciones no está narrativizado, con lo cual el soporte de la creencia se mantiene en suspenso sin ninguna calificación. A fin de no falsear perspectivas, arriesgando un punto de vista intelectual o tomando una posición esclarecida, el joven escritor va más allá de la representación icónica y la reemplaza por versículos bíblicos que disemina a lo largo de la narrativa. No son extractos fidedignos de las Escrituras sino valoraciones parciales de lo que –entiende- es el mensaje transmitido. Consigue así evitar estereotipos y contribuir  al remozamiento de una tradición vernácula desde un ángulo literario.

 

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Lombada Quadrada, agosto 2017

01.09.17

A literatura e o segredo de Fátima

Por Carlos Carvalho

 

Sujeito corajoso e ousado o José Luís Peixoto. O escritor português se lançou no arriscado terreno da fé ao construir em Em teu ventre uma narrativa ficcional baseada nas aparições de Fátima, que completaram 100 anos neste 2017. Coragem por tratar de um tema tão delicado, a fé, sem louvações gratuitas, com o perdão do trocadilho. E ousado por abordar o tema desprovido da paixão religiosa, com distanciamento que se pode afirmar agnóstico, buscando encontrar o que de mais humano poderia haver na história de Lúcia e seus primos Jacinta e Francisco, que foram as três criaturas “agraciadas” com as aparições que mudaram a vida da pequena aldeia de Fátima, entre maio e outubro de 1917. Mudaram radicalmente uma vila e obrigaram as crianças a crescer sob a aura da santidade, recolhidas em conventos a salvo da sanha dos fanáticos.

O romance de Peixoto, que chegou ao Brasil em edição da Companhia das Letras, é narrado por uma sobreposição de vozes. Começa de forma genial emulando o formato das narrações bíblicas, com capítulos e versículos numerados. Este formato representa a voz de deus, que revela de uma certa forma as dúvidas do criador em relação ao produto de seu trabalho de 6 dias. A mãe do narrador também se faz presente ao longo do livro. Em textos curtos, entre parêntesis, fala com seu filho, expondo suas angústias de mãe e zelando para o que filho-narrador siga com a história das crianças e de sua aldeia até o fim. E temos a narrativa propriamente dos intervalos entre uma aparição e outra, sempre acontecidas nos dias 13 de maio a setembro daquele ano, que ficam rondando a relação de Lúcia, a mais velha das crianças, com sua mãe, Maria. Também é um livro sobre a concepção. Deus, que concebeu o mundo. A mãe do escritor, que nos deu um autor de talento. E a mãe de Lúcia, que observa aflita a vida de sua filha mais nova ser sacudida por um terremoto de enormes proporções.

Não sabemos como foram as aparições, não sabemos quais foram as palavras de nossa senhora, não sabemos o que revelou ao mundo através dos pastorinhos. Isso está escrito nos livros oficiais e nos relatos das crianças e, sabiamente, não aparece no livro. O que sabemos nessa construção ficcional habilmente arquitetada é o que se passou no seio da família de Lúcia e no seu entorno. Maria, a mãe da menina, com a certeza de que a filha mentia e carregava consigo os primos mais novos em uma espécie de delírio que, nas palavras da mãe, “só podia ser coisa do demônio”. O alheamento do pai e a ira dos padres, com o latente medo de perderem, eles, a primazia da conversa com o divino. E a gradativa chegada de fiéis, atraídos pelo boca a boca que vai alastrando a notícia de que a virgem apareceu a três inocentes criaturas sob a sombra raquítica de uma azinheira. Depois da primeira aparição, as seguintes tem dia marcado. Nada mais conveniente. E, a cada mês, milhares e milhares de pessoas vão chegando e destruindo as plantações do pai de Lúcia em torno da árvore a fim de encontrar um lugar privilegiado para assistir às aparições. São camponeses, burgueses de outras cidades maiores, todos a chegar com os mais variados pedidos para a santa.

A peregrinação traz também a figura que ficaria para a história como Maria da Capelinha, uma entre tantas marias daquelas paragens, que consegue convencer Lúcia de que a santa pediu que se erigisse uma capela em sua homenagem. Estava lançada a pedra fundamental do gigantesco complexo que tomaria conta do modesto sítio daquela família.

Em um romance repleto de entrelinhas, Peixoto mostra uma menina de 10 anos com pendores filosóficos a conversar com insetos, árvores, cachorros, folhas, como quando diz a estas que está cansada, neste lindo diálogo sobre o segredo, que viria a ser a chaga que acompanharia esta futura freira por toda a vida, o tal do Segredo de Fátima :

Estou tão cansada, folha.

“Estamos todos.

Acho que estou mais cansada do que todos.

Aqueles que estão mesmo cansados acham sempre isso. Se eu te contar um segredo, prometes guarda-lo?

Posso tentar, mas não depende só da minha vontade.

Como assim?

Os segredos passam por qualquer fresta, são mais fluidos do que a água, mais informes do que o ar. Podemos fazer tudo para guardar um segredo, mas ele acaba por encontrar caminho para se esvair.”

Lúcia é retratada como uma criança que já sabia que seu destino estava irremediavelmente moldado por aquelas aparições. Em muitos momentos, o leitor talvez torça para que ela se arrependa e diga que foi tudo uma invenção e siga com sua vida de criança, a brincar pelos campos, ajudar os pais e seguir a vida de uma família camponesa que, se não era rica, tinha os meios para a sobrevivência garantidos por uma terra fértil e um rebanho gordo.

Mas Lúcia é uma pessoa atormentada pelas aparições, que não consegue entender todo o palavrório da mãe e dos padres a tentar lhe convencer de que não pode seguir com aquilo das aparições.

E ela conduz os primos para cada uma daquelas aparições, observando o crescimento da multidão, em número e fanatismo, certa de que tem um papel a cumprir. Um fado.

Estamos em 1917, a guerra consome parte da Europa, muitos dos rapazes das famílias da região estão em combate, há medo, busca-se aquilo que o deus retratado mostra como o maior valor de sua criação: a esperança.

E o que mais poderia dar esperança, em meio a medo e morte, do que uma aparição da mãe de Jesus?

Com todos esses ingredientes, Peixoto teve, repito, a ousadia de lançar em pleno centenário das aparições um livro que mexe de forma muito elegante e poética com uma das maiores marcas de Portugal do século XX, que viu a pequena vila se transformar em um centro de peregrinação mundial, que debateu e ainda debate exaustivamente a veracidade, o segredo, as revelações supostamente apocalípticas.

Fátima, um nome de origem árabe, dado a uma aldeia obscura no centro do pequeno país, tornou-se um nome próprio português por excelência. Maria de Fátima é o nome de milhares e milhares de mulheres em Portugal e no Brasil. Uma menina nascida em 13 de maio, como minha irmã, em uma família portuguesa, como é a minha, não tinha outro destino a não ser receber esse nome.

Peixoto, que já ganhou diversos prêmios, entre eles o Oceanos (o antigo Portugal Telecom) de 2016, é um escritor para ser lido e acompanhado. Tem uma prosa deliciosamente poética, maneja bem demais as metáforas e consegue fazer com que você acredite piamente nas reflexões um tanto metafísicas de uma menina de 10 anos. Esse é o encanto da literatura, ora pois!

 

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